(Liberdade não vem de correr atrás de "deveres"
impostos de fora, mas de construir a nossa existência...)
Autora: Lya Luft.
Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.
Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.
Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?
Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Sem nadar contra toda essa louca correnteza.
Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.
Pessoalmente, achei o texto acima muito bem elaborado. Mostra situações que a nossa sociedade, estabelece como requisitos para sermos livres. Penso que todos, devemos refletir com muita atenção o que representa essa tal (liberdade) para cada um de nós. Sucesso a todos, um forte abraço e inté. Mentirosa liberdade
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Você tem um personal trainer, ou “quebra-galho” trainer?
(...as pessoas não são números, são cidadãos com problemas, sentimentos, e sonhos a serem realizados.)
Alguns anos atrás, a profissão de Personal
Trainer era símbolo de prestígio, símbolo de status. Ter um treinador só para
você era algo muito exclusivo. Alguém que prepararia seus treinos, o motivaria
a alcançar os seus objetivos, fossem eles, o de perder alguns quilinhos, ganhar
mais massa muscular, ou apenas, melhorar o condicionamento físico de uma forma
geral.
Entretanto, muitos dos estudantes de educação
física quando se formam, vão para a área da musculação, visando posteriormente
o trabalho de Personal Trainer, sendo que a maioria não possui experiência com
treinos, porque não treinam ou nunca si quer treinaram. Com isso, não têm a
prática do treino, e tudo que o envolve, tal
como seus
diversos princípios e métodos. Acabam ficando meio sem rumo, talvez por verem
dezenas de matérias em sua época de graduação, ao longo dos anos. E raras são
as exceções onde têm alunos que treinam, e se dedicam de verdade, buscam
informações com treinadores mais gabaritados, e também realizam de tempos em
tempos diversos cursos para aprimorarem os seus conhecimentos.
Contudo, quando vão para uma academia, algumas
vezes desempenham vários papéis como ,
professores de bike class, de step, de natação, de body isso e aquilo, e por ai
vai.
Então, eis que veem os alunos, e se associam a
uma academia, e lá se deparam com vários aparelhos de todos os tipos formas e tamanhos.
Normalmente, nas primeiras duas ou três semanas de treino na sala da
musculação, tudo vai muito bem, os professores são todos cordiais, dando o
melhor deles, no auxílio daquilo que for preciso. Os alunos fazem exercícios
nos aparelhos, alongamentos, corridas nas esteiras, entre muito outros.
Passado algum tempo, o aluno iniciante cheio de
dúvidas necessita perguntar ao professor qual é o exercício que está em sua
ficha, pois os iniciantes são leigos no assunto. Aí, as coisas começam a ser
mostradas como
realmente são. E certos professores responderiam da seguinte forma: “Olha
brother, você faz o seguinte, vai lá pega a barra, coloca ali ,
e levanta assim ó, sacou?” O tal aluno
meio sem entender faz o que lhe foi dito, sem realmente saber se executa os
movimentos de forma correta, e muitas vezes, acaba executando os movimentos de
forma errada. Comprometendo sua integridade física no futuro!
Cansado de não obter os resultados esperados,
eles se animam com a ideia de contratar um Personal Trainer. Infelizmente,
muitos dos professores acabam se aproveitando da falta de conhecimento dos
alunos, e utilizam uma tática totalmente antiética, deixando os alunos de lado
propositalmente para que, desta forma, eles sejam requisitados para o trabalho de Personal . Isto é lamentável, pois os alunos pagam por um
serviço e merecem ser atendidos. No meu ponto de vista, esses professores, não
são profissionais, e sim verdadeiros amadores, e não deveriam nem estar em uma
sala de musculação, pois além de manchar a imagem do profissional de educação
física, ainda acabam por tirar o espaço de quem trabalha de maneira séria!
Contudo, se você é um treinador como
esses, digo-lhe o seguinte: Amigo, você não está feliz nesta área? Então
procure outra coisa para fazer, porque nesta área, você é um lixo!
Entretanto, parece que atualmente muitas pessoas
“sabem dar aulas de Personal ”. Já vi casos de
professores de várias modalidades diferentes, como por exemplo: natação, bike, class, step,
lutas, e etc, passando exercícios errados. Estes
profissionais no caso, “dão aulas” de várias modalidades. Faço uma pergunta
para eles: Da para ser bom em tudo? Acho que a resposta que estão pensando é:
Claro que não da para ser bom em
tudo. Por isso acredito que o ideal seria se o treinador se especializasse
em uma área, e tentasse fazer dela o seu melhor para seus clientes. Imaginem,
se um treinador que é especializado em Personal Trainer
na área da musculação, começar a se meter a dar aulas de lutas, ou de bike
class, disso ou daquilo, enfim. Vejo que já deu para entender o que eu quis
dizer.
No entanto, estes
profissionais vão dando as suas aulas, vestindo a camisa de Personal e
estufando o peito, achando que são os tais. O estranho, é ver que alguns passam
o mesmo tipo de treino para todos os seus clientes, sendo que cada pessoa
possui uma necessidade específica. E um objetivo diferente. Vou dar um exemplo:
chega um aluno idoso para ter melhora em sua capacidade motora, e o “Personal”
passa dois ou três exercícios na sequência Depois vem o aluno gordinho que
deseja emagrecer, e a mesma coisa acontece. Daí vem o garotão empolgado
querendo ganhar mais massa
muscular, e a coisa se repete. A pergunta é: precisa de Personal Trainer pra
isso? Quero deixar bem claro uma coisa para todos, “não existe receita de bolo”
até porque se tivesse, nós iríamos ver pessoas magras, fortes, em forma por
todos os lugares. Sei que é difícil de acreditar, mais é uma realidade. Até
porque, da um certo trabalho montar um treino diferente para cada cliente.
E tem também outro caso que, aliás, já vi muitas
vezes. O Personal que vai dar aula para o seu novo aluno (iniciante). Bacana,
tudo mundo animado, e logo na primeira semana passa um treino com muita
intensidade, deixando-o com a língua de fora. E como
de uma forma geral o aluno é leigo, ele sai do treino todo detonado, dolorido e
com aquela cara abatida, e ainda acaba
achando que o treino foi o máximo. Grande erro! Porque desta forma, mais uma
vez o Personal, em questão, não respeitou o período de adaptação, que pode até
variar dependendo do histórico de treino de cada um.
No entanto, vejo que atualmente em muitas
academias, tem Personal que fecha um pacote de aulas com mais de um aluno,
podendo chegar até três! Diante disso, penso que deve ser uma nova modalidade.
A... ta, já entendi, deve ser treinamento em grupo, não é mesmo? Vamos ver
então qual é definição de Personal Trainer? A resposta certa é: Personal =
individual, particular. Trainer = treinador. Ou seja, treinador particular.
Também devo dizer que, o termo Personal Trainer, refere-se ao profissional, e
Personal training, refere-se ao trabalho realizado. Imaginem uma situação onde
ocorre uma sessão de treino com mais de um aluno ao mesmo tempo, com biótipos
físicos diferentes, disputando o mesmo treinador. Será impossível para ele, por
mais boa vontade que se tenha, dar total atenção para as duas ou três pessoas
da mesma forma, e com isso acaba por sacrificar a qualidade do serviço
prestado. E olha que existe academia que utiliza o seguinte slogam: “seu corpo
é levado a sério”.
É uma pena que
existam alguns treinadores que ao notarem possíveis clientes interessados em
seus serviços, o vejam como
cifrões de 50, 60, 80 reais ou mais a hora aula. Isso não deveria acontecer,
pois as pessoas não são números, são cidadãos com problemas, sentimentos, e
sonhos a serem realizados.
Vou mencionar aqui alguns pontos que acredito
serem relevantes para os alunos que desejam ter um treinador particular.
Procure saber se o seu futuro treinador tem
conhecimento básico sobre nutrição, e se eventualmente participa de cursos,
palestras, e eventos relacionados na área. Também penso ser importante ver quantas
“horas de voo” o seu treinador tem. Quero dizer: quantos anos de treino ele
possui, e se ainda treina, pois é imprescindível que ele tenha experiência.
Quando o treinador prescreve um programa de treino, ele deve ter sentido na
própria pele , antes de mostrar tais métodos aos seus
alunos, tal como a sua vital importância da vivência
motora dos exercícios em si.
Acredito que um bom Personal, antes de iniciar
sua aula, deva conversar com o seu cliente e perguntar a ele, quais são os seus
objetivos, se possui algum problema, seja de ordem articular ou algum outro. Um
bom Personal, deve ter prudência, cautela na condução de cada sessão de treino
a ser realizada! Um bom Personal, deve procurar sempre estar variando os
treinos dos seus clientes, afim de não promover uma adaptabilidade muscular, e
com isso, não tornar as sessões de treinos repetitivas chatas e cansativas. Ao
variar, estará estimulando os grupos musculares de muitas formas diferentes, e
isso irá auxiliar a promover os resultados de maneira contínua.
Ter um Personal ao seu lado pode ser muito
interessante e prazeroso. Uma vez que ele irá corrigir os movimentos para que
eles sejam executados de maneira certa e segura, prevenindo as chances de
lesões. Bem como disponibilizará um horário só para você, e maximizará os
treinos para alcançarem os seus objetivos, sejam eles estéticos ou não,
exemplo: proporcionar a perda do excesso da gordura corporal, ou aumento da
massa muscular, e também melhorar o condicionamento físico de uma forma geral,
de um modo mais rápido e eficiente. Promoverá uma melhora na postura corporal,
e na sua qualidade de vida. Construirá um programa de treino especifico,
direcionado para as suas necessidades, respeitando o seu biótipo físico. Irá
oferecer a motivação psicológica adequada especialmente em dias
que você estará mais desanimado, criando uma atmosfera descontraída, e causando
uma melhor higiene mental, que é fundamental para os estressantes dias de hoje!
Contudo, devo dizer que, antes de qualquer
atividade física, recomendo que seja feita uma boa avaliação. E estando tudo em
ordem, vá em frente. Dê
inicio aos seus treinos.
Boa sorte a todos e “hasta la vista baby”.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 2
Está mais do que na hora de os campeonatos serem mais bem organizados. Várias e várias vezes eu estive presente em diversas competições e vi os atletas entrarem no palco e esperarem por sua música para iniciar suas apresentações e cadê a música? Simplesmente sumiu, e o atleta faz as poses sem música, ou usa uma outra qualquer, e com isso acabam prejudicados, pois não utilizam a música, ensaiada preparada dias e dias antes, para sua apresentação individual. Ou seja, o atleta não é apoiado e respeitado e assim não tem condições de apresentar o melhor do seu trabalho. Como pode? Em plena era do MP3 do “Blue ray” acontecer uma coisa dessas? Isso não deveria ocorrer jamais.
Outro ponto importante é a iluminação na hora das apresentações. Sem uma boa luz não se vê os competidores direito, ou seja, o palco muitas vezes acaba sendo iluminado apenas em um ponto, ou mais na frente ou atrás, de modo que se o atleta vai pra frente ele fica na luz e se vai pra traz fica no escuro e desaparece. O público acaba não vendo direito os detalhes dos competidores, e pior, talvez até nem mesmo os árbitros a bem da verdade conseguem ver. O palco todo deve estar sempre bem iluminado para que os atletas mostrem todo o seu potencial.
Bem, sobre os apresentadores... alguns deles, em dado momento, acabam por lançarem ao público, por conta própria, brindes, como camisetas, bonés e outras coisas. Acho que lugar de apresentador é atrás da bancada chamando as categorias e posteriormente anunciando os campeões. Eu nunca vi os apresentadores do Mr. Olympia ficarem jogando brindes para o público. Penso que seria bacana tentar seguir o exemplo dos profissionais, porque eles fazem os eventos bem feitos. Mas... alguém vai dizer: “Nós aqui somos amadores e não temos recursos como eles têm.” Ok concordo com isso, mas todos sabemos que sempre da para fazer melhor.
Os eventos poderiam e deveriam ser realizados de maneira que não apenas o publico que curte a musculação e os fisiculturistas fossem prestigiados. E sim o público em geral. E com isso poderiam surgir quem sabe, até novos interessados em patrocinar os atletas, os campeonatos. E desta forma o esporte seria mais bem visto pela sociedade.
Infelizmente é do nosso conhecimento que alguns competidores ainda desrespeitam os lugares que são oferecidos para os eventos, e colocam as suas mãos sujas de “pro tan” nas paredes brancas. E isto não é nada bom para a imagem do fisiculturismo, ou seja, mancha o esporte. Especialmente para quem cede, empresta estes espaços, que na verdade devem ser muito bem preservados, para que todos os campeonatos sempre tenham lugares de qualidade para serem realizados. E se contarmos com lugares de qualidade nas apresentações, o nível do espetáculo será cada vez melhor.
Entretanto, sobre as federações, entendo que poderia haver sistemática de eleições. Como qualquer outro meio, universidades, cidades, estados países. Credos religiosos. Até os papas são eleitos...! Uma eleição de tempos em tempos seria muito bem vinda, para trazer novas pessoas, com novas idéias. Uma eleição onde seriam escolhidos novos visionários. Homens capazes de contribuir ainda mais para o crescimento do nosso esporte.
Aqui na realidade, aqui no presente, em 2010, idealizo um futuro de reconhecimento aos atletas e ao fisiculturismo brasileiro. Espero que daqui a 5, 10 ou 20 anos, em 2030 eu possa ver os atletas serem mais respeitados e admirados pela nossa sociedade pelos patrocinadores e também pelas outras modalidades de esporte. E sonho que no futuro os atletas possam viver do esporte.
Despeço-me de vocês com um forte abraço, e até a próxima.
Dário Rubens Ferreira A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 2
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 1

Olá pessoal, nesta matéria trago para vocês a minha ótica sobre a forma que a sociedade vê o fisiculturismo e, além disso, como são organizados, os campeonatos tal como as suas premiações. Confira!
Umas das coisas que eu mais admiro no fisiculturismo, além de corpos bem trabalhados e construídos, é a verdadeira paixão que os atletas têm pelo esporte que praticam.
Porém existem algumas atitudes, que desestimulam os atletas como, por exemplo, a inexistência de vontade esportiva e olhos bem abertos, voltados para a valorização, estímulo e crescimento do nosso esporte. Vejo entidades, setores influentes que não influenciam positivamente no sentido da valorização, dignificação e crescimento do nosso esporte. E quem é atleta sabe muito bem disso.
Quando alguns atletas grandes são vistos em lugares públicos, muitas pessoas os apontam e falam: “olha lá um bombado!” Outros dizem: “esses caras aí só sabem puxar ferro e ficar na academia o dia inteiro.” E tem aqueles que dizem: “esses caras sarados, não tem a menor cultura.” E tem gente que fala assim: “seu eu tomar uns anabólicos fico igual ou até melhor do que aquele ali.”
Estas pessoas que pensam desta forma, não sabem que para se alcançar um físico como o de um fisiculturista, é necessário ter dedicação aos treinos, disciplina na dieta, genética privilegiada e também muito estudo para adquirir conhecimento ao longo de muitos anos de treino. Sem isso, fica difícil atingir tal nível. De modo que é muito fácil sair falando, “tomou isso e aquilo e ficou grande”.
Umas das coisas que vejo é que os atletas pegam o seu salário, — que muitas vezes vem suado, — e investem tudo na preparação dos campeonatos. Quando na verdade acredito que deveriam aplicar seus ganhos em alguma coisa mais sólida. Afinal aqui no Brasil não se tem incentivo nenhum, para o nosso esporte. Já ouvi várias histórias sobre os extremos a que os atletas se submetem. Alguns atletas chegam até a vender seus próprios carros para terem mais recursos financeiros.
Então vamos lá. Acredito que para o campeonato, o atleta deve investir uma soma considerável em dinheiro, numa boa preparação física. Esses gastos incluem: a dieta, suplementação, algumas vezes viagens até internacionais e tudo mais o que necessitam para chegar em boas condições para o dia D. Afinal, ninguém quer fazer feio. E na maioria das vezes todos esses gastos são custeados pelo próprio atleta, e ainda tem a despesa de inscrição no campeonato que vão disputar, e quando o atleta vence o que ele ganha? A resposta é: UM POTE DE WHEY PROTEIN, um muito obrigado e ainda ouve pelo alto-falante alguém que não colocou nenhum centavo para fazê-lo chegar até ali dizer: “Esperamos vê-lo na próxima temporada.” Ora essa... Falando francamente: ganhar um pote de WHEY de prêmio, É DESRESPEITO ao atleta que na pior das hipóteses representa a dedicação ao que há de positivo dos nossos jovens, representa não ingressar no mundo das drogas, representa um universo de hábitos saudáveis, e representa se possível o Brasil no exterior, quando conseguem e se conseguem sair do país para competir la fora.
Já conversei com vários atletas amigos meus, e muitos me disseram que não competem mais por esses motivos. Não competem justamente porque não tem o incentivo para continuarem a competir. O atleta se esforça se prepara e investe às vezes até um dinheiro que não tem, e não ganha nada. Isso é sem duvida desestimulante! E isto já vem acontecendo há muitos anos e não vejo nada ser feito para mudar, melhorar, corrigir.
Penso que se houvesse algum projeto conjunto entre as federações e as empresas de suplementos que patrocinam os campeonatos, as premiações e apoios poderiam ser melhores e mais estimulantes!
Não quero dizer que se pague 10 mil reais para o primeiro colocado. Vamos lembrar que todos ganham, ou melhor, quase todos: as federações, o corpo de arbitragem, as empresas que mostram suas marcas, e seus produtos no dia do evento. Mas pergunto: E os atletas? O que ganham eles? Acho que vocês já sabem a resposta.
Penso que já está mais que na hora dos atletas receberem um prêmio justo nos campeonatos. E não apenas um pote de WHEY. Que palhaçada! Qualquer um pode comprar um pote de WHEY PROTEIN nas lojas por aí. Lembro que os atletas são os verdadeiros protagonistas das competições, pois sem eles não haveriam os campeonatos. A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 1
Umas das coisas que eu mais admiro no fisiculturismo, além de corpos bem trabalhados e construídos, é a verdadeira paixão que os atletas têm pelo esporte que praticam.
Porém existem algumas atitudes, que desestimulam os atletas como, por exemplo, a inexistência de vontade esportiva e olhos bem abertos, voltados para a valorização, estímulo e crescimento do nosso esporte. Vejo entidades, setores influentes que não influenciam positivamente no sentido da valorização, dignificação e crescimento do nosso esporte. E quem é atleta sabe muito bem disso.
Quando alguns atletas grandes são vistos em lugares públicos, muitas pessoas os apontam e falam: “olha lá um bombado!” Outros dizem: “esses caras aí só sabem puxar ferro e ficar na academia o dia inteiro.” E tem aqueles que dizem: “esses caras sarados, não tem a menor cultura.” E tem gente que fala assim: “seu eu tomar uns anabólicos fico igual ou até melhor do que aquele ali.”
Estas pessoas que pensam desta forma, não sabem que para se alcançar um físico como o de um fisiculturista, é necessário ter dedicação aos treinos, disciplina na dieta, genética privilegiada e também muito estudo para adquirir conhecimento ao longo de muitos anos de treino. Sem isso, fica difícil atingir tal nível. De modo que é muito fácil sair falando, “tomou isso e aquilo e ficou grande”.
Umas das coisas que vejo é que os atletas pegam o seu salário, — que muitas vezes vem suado, — e investem tudo na preparação dos campeonatos. Quando na verdade acredito que deveriam aplicar seus ganhos em alguma coisa mais sólida. Afinal aqui no Brasil não se tem incentivo nenhum, para o nosso esporte. Já ouvi várias histórias sobre os extremos a que os atletas se submetem. Alguns atletas chegam até a vender seus próprios carros para terem mais recursos financeiros.
Então vamos lá. Acredito que para o campeonato, o atleta deve investir uma soma considerável em dinheiro, numa boa preparação física. Esses gastos incluem: a dieta, suplementação, algumas vezes viagens até internacionais e tudo mais o que necessitam para chegar em boas condições para o dia D. Afinal, ninguém quer fazer feio. E na maioria das vezes todos esses gastos são custeados pelo próprio atleta, e ainda tem a despesa de inscrição no campeonato que vão disputar, e quando o atleta vence o que ele ganha? A resposta é: UM POTE DE WHEY PROTEIN, um muito obrigado e ainda ouve pelo alto-falante alguém que não colocou nenhum centavo para fazê-lo chegar até ali dizer: “Esperamos vê-lo na próxima temporada.” Ora essa... Falando francamente: ganhar um pote de WHEY de prêmio, É DESRESPEITO ao atleta que na pior das hipóteses representa a dedicação ao que há de positivo dos nossos jovens, representa não ingressar no mundo das drogas, representa um universo de hábitos saudáveis, e representa se possível o Brasil no exterior, quando conseguem e se conseguem sair do país para competir la fora.
Já conversei com vários atletas amigos meus, e muitos me disseram que não competem mais por esses motivos. Não competem justamente porque não tem o incentivo para continuarem a competir. O atleta se esforça se prepara e investe às vezes até um dinheiro que não tem, e não ganha nada. Isso é sem duvida desestimulante! E isto já vem acontecendo há muitos anos e não vejo nada ser feito para mudar, melhorar, corrigir.
Penso que se houvesse algum projeto conjunto entre as federações e as empresas de suplementos que patrocinam os campeonatos, as premiações e apoios poderiam ser melhores e mais estimulantes!
Não quero dizer que se pague 10 mil reais para o primeiro colocado. Vamos lembrar que todos ganham, ou melhor, quase todos: as federações, o corpo de arbitragem, as empresas que mostram suas marcas, e seus produtos no dia do evento. Mas pergunto: E os atletas? O que ganham eles? Acho que vocês já sabem a resposta.
Penso que já está mais que na hora dos atletas receberem um prêmio justo nos campeonatos. E não apenas um pote de WHEY. Que palhaçada! Qualquer um pode comprar um pote de WHEY PROTEIN nas lojas por aí. Lembro que os atletas são os verdadeiros protagonistas das competições, pois sem eles não haveriam os campeonatos. A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 1
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