domingo, 17 de abril de 2011

Multa por não ir à academia é novidade nos EUA

Serviço americano inova com proposta inusitada: quem deixa de treinar paga pelos dias faltados.
Por Livia Machado

Os estímulos para combater o sedentarismo mundial não são poucos. Convencer a população da importância de incorporar no dia a dia uma atividade física parece requerer muito além de criatividade, inovação e entretenimento.

Não bastam parques, praças, escolas de dança, a democratização do balé, da corrida, e o cardápio sempre atualizado das academias, que misturam balé com fitness, levam a ioga pra dentro da piscina, ou apresentam um treino para soldados da Swat. O crescimento das possibilidades e os convites aos exercícios, apesar de tudo, não são proporcionais aos números de adeptos.

Na tentativa de solucionar o problema com uma proposta mais agressiva, em Boston, nos EUA, Yifan Zhang e Geoff Oberhofer, dois alunos da Universidade de Harvard, lançaram um serviço de descontos em academias de dança, ginástica, estúdios de ioga e demais modalidades do gênero, que apela para o bolso dos preguiçosos.

Com domínio garantido na internet e ampla divulgação na imprensa americana, o Gym Pact, ou pacto da ginástica – em tradução livre – propõe nada mais do que autuar quem falta às aulas. O aluno monta a própria grade e se compromete a freqüentar a academia, escola de dança, ou outra modalidade oferecida durante um determinado período, e com freqüência semanal pré-estabelecida. Cada falta, ou desrespeito ao acordo, é punida com o pagamento de uma multa em dinheiro.

No site da empresa, ainda em construção, é possível entender como a proposta funciona e associar-se ao programa. Divido em três passos, o interessado deve, primeiramente, fazer um planejamento e estipular quantas vezes por semana ele pretende assumir a atividade física com seriedade.

Em seguida, o próprio aluno deve definir o valor da taxa que deverá pagar em caso de faltas, sendo que o preço mínimo para tal multa é de 10 dólares. Ao final, basta escolher entre as empresas associadas ao serviço, a modalidade que mais se enquadrar no perfil e começar a malhação. O sacrifício bancário, porém, não é irreversível.

O serviço permite que o associado reduza suas taxas através do Programa de Resgate. Para cada dia de malhação cumprida, há uma redução de 10% no valor da multa pelos dias já não treinados. É a forma como os idealizadores do programa acreditam segundo informa o site, ser a ideal para manter a motivação sempre valorizada financeiramente – para o bem e para o mal (do bolso).

Os participantes que dedicam mais suor, menos dinheiro, ainda podem ganhar certificados, prêmios e viagens. No Brasil, embora o número de obesos e sedentários seja crescente, o apelo ao bolso ainda é limitado ao elevado valor dos pacotes ou mensalidades das grandes academias. E ainda assim, há quem pague por não malhar.

Pois é pessoal, vou dar aqui a minha impressão sobre o texto acima. Acho que seria bem interessante se isso acontecesse por aqui no Brasil, pois valorizaria o trabalho dos treinadores. Quero deixar uma pergunta aos treinadores. Qual treinador que nunca passou pela situação em que o seu aluno marca a sua hora para treinar, e chega vinte minutos meia hora depois? Além disso, ocorre do cliente vir com mil desculpas pelo seu atraso.

Parece que existem pessoas pensando, que pelo fato de estarem pagando, tem o direito de irem quando bem entende, e que o seu treinador está a sempre a sua disposição, como se ele, fosse o seu único aluno. Isto, é o tipo de coisa que quando acontece, acaba por comprometer as aulas com os outros alunos.

Portanto em primeiro lugar, vejo ser importante o respeito do treinador com seu cliente, e do seu cliente com o seu treinador. Já vi muitos casos de pessoas que reclamam por não atingirem os seus objetivos. Então os alunos de um modo geral, devem ter o comprometimento em seus treinos especialmente quando eles forem agendados. Pois afinal, convenhamos, senão treinar, não tem resultado. Ou como dizem nas academias por ai (NO PAIN NO GAIN). Sucesso, e um forte abraço a todos.Multa por não ir à academia é novidade nos EUA

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mentirosa liberdade

(Liberdade não vem de correr atrás de "deveres"
impostos de fora, mas de construir a nossa existência...)

Autora: Lya Luft.

Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?
Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Sem nadar contra toda essa louca correnteza.

Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.
                                                                                                                                                          
Pessoalmente, achei o texto acima muito bem elaborado. Mostra situações que a nossa sociedade, estabelece como requisitos para sermos livres. Penso que todos, devemos refletir com muita atenção o que representa essa tal (liberdade) para cada um de nós. Sucesso a todos, um forte abraço e inté. Mentirosa liberdade

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Você tem um personal trainer, ou “quebra-galho” trainer?

(...as pessoas não são números, são cidadãos com problemas, sentimentos, e sonhos a serem realizados.)
Alguns anos atrás, a profissão de Personal Trainer era símbolo de prestígio, símbolo de status. Ter um treinador só para você era algo muito exclusivo. Alguém que prepararia seus treinos, o motivaria a alcançar os seus objetivos, fossem eles, o de perder alguns quilinhos, ganhar mais massa muscular, ou apenas, melhorar o condicionamento físico de uma forma geral.

Entretanto, muitos dos estudantes de educação física quando se formam, vão para a área da musculação, visando posteriormente o trabalho de Personal Trainer, sendo que a maioria não possui experiência com treinos, porque não treinam ou nunca si quer treinaram. Com isso, não têm a prática do treino, e tudo que o envolve, tal como seus diversos princípios e métodos. Acabam ficando meio sem rumo, talvez por verem dezenas de matérias em sua época de graduação, ao longo dos anos. E raras são as exceções onde têm alunos que treinam, e se dedicam de verdade, buscam informações com treinadores mais gabaritados, e também realizam de tempos em tempos diversos cursos para aprimorarem os seus conhecimentos.

Contudo, quando vão para uma academia, algumas vezes desempenham vários papéis como, professores de bike class, de step, de natação, de body isso e aquilo, e por ai vai.

Então, eis que veem os alunos, e se associam a uma academia, e lá se deparam com vários aparelhos de todos os tipos formas e tamanhos. Normalmente, nas primeiras duas ou três semanas de treino na sala da musculação, tudo vai muito bem, os professores são todos cordiais, dando o melhor deles, no auxílio daquilo que for preciso. Os alunos fazem exercícios nos aparelhos, alongamentos, corridas nas esteiras, entre muito outros.

Passado algum tempo, o aluno iniciante cheio de dúvidas necessita perguntar ao professor qual é o exercício que está em sua ficha, pois os iniciantes são leigos no assunto. Aí, as coisas começam a ser mostradas como realmente são. E certos professores responderiam da seguinte forma: “Olha brother, você faz o seguinte, vai lá pega a barra, coloca ali, e levanta assim ó, sacou?” O tal aluno meio sem entender faz o que lhe foi dito, sem realmente saber se executa os movimentos de forma correta, e muitas vezes, acaba executando os movimentos de forma errada. Comprometendo sua integridade física no futuro!

Cansado de não obter os resultados esperados, eles se animam com a ideia de contratar um Personal Trainer. Infelizmente, muitos dos professores acabam se aproveitando da falta de conhecimento dos alunos, e utilizam uma tática totalmente antiética, deixando os alunos de lado propositalmente para que, desta forma, eles sejam requisitados para o trabalho de Personal. Isto é lamentável, pois os alunos pagam por um serviço e merecem ser atendidos. No meu ponto de vista, esses professores, não são profissionais, e sim verdadeiros amadores, e não deveriam nem estar em uma sala de musculação, pois além de manchar a imagem do profissional de educação física, ainda acabam por tirar o espaço de quem trabalha de maneira séria! Contudo, se você é um treinador como esses, digo-lhe o seguinte: Amigo, você não está feliz nesta área? Então procure outra coisa para fazer, porque nesta área, você é um lixo!   

Entretanto, parece que atualmente muitas pessoas “sabem dar aulas de Personal”. Já vi casos de professores de várias modalidades diferentes, como por exemplo: natação, bike, class, step, lutas, e etc, passando exercícios errados. Estes profissionais no caso, “dão aulas” de várias modalidades. Faço uma pergunta para eles: Da para ser bom em tudo? Acho que a resposta que estão pensando é: Claro que não da para ser bom em tudo. Por isso acredito que o ideal seria se o treinador se especializasse em uma área, e tentasse fazer dela o seu melhor para seus clientes. Imaginem, se um treinador que é especializado em Personal Trainer na área da musculação, começar a se meter a dar aulas de lutas, ou de bike class, disso ou daquilo, enfim. Vejo que já deu para entender o que eu quis dizer. 

No entanto, estes profissionais vão dando as suas aulas, vestindo a camisa de Personal e estufando o peito, achando que são os tais. O estranho, é ver que alguns passam o mesmo tipo de treino para todos os seus clientes, sendo que cada pessoa possui uma necessidade específica. E um objetivo diferente. Vou dar um exemplo: chega um aluno idoso para ter melhora em sua capacidade motora, e o “Personal” passa dois ou três exercícios na sequência Depois vem o aluno gordinho que deseja emagrecer, e a mesma coisa acontece. Daí vem o garotão empolgado querendo ganhar mais massa muscular, e a coisa se repete. A pergunta é: precisa de Personal Trainer pra isso? Quero deixar bem claro uma coisa para todos, “não existe receita de bolo” até porque se tivesse, nós iríamos ver pessoas magras, fortes, em forma por todos os lugares. Sei que é difícil de acreditar, mais é uma realidade. Até porque, da um certo trabalho montar um treino diferente para cada cliente.
 
E tem também outro caso que, aliás, já vi muitas vezes. O Personal que vai dar aula para o seu novo aluno (iniciante). Bacana, tudo mundo animado, e logo na primeira semana passa um treino com muita intensidade, deixando-o com a língua de fora. E como de uma forma geral o aluno é leigo, ele sai do treino todo detonado, dolorido e com aquela cara abatida, e ainda acaba achando que o treino foi o máximo. Grande erro! Porque desta forma, mais uma vez o Personal, em questão, não respeitou o período de adaptação, que pode até variar dependendo do histórico de treino de cada um.

No entanto, vejo que atualmente em muitas academias, tem Personal que fecha um pacote de aulas com mais de um aluno, podendo chegar até três! Diante disso, penso que deve ser uma nova modalidade. A... ta, já entendi, deve ser treinamento em grupo, não é mesmo? Vamos ver então qual é definição de Personal Trainer? A resposta certa é: Personal = individual, particular. Trainer = treinador. Ou seja, treinador particular. Também devo dizer que, o termo Personal Trainer, refere-se ao profissional, e Personal training, refere-se ao trabalho realizado. Imaginem uma situação onde ocorre uma sessão de treino com mais de um aluno ao mesmo tempo, com biótipos físicos diferentes, disputando o mesmo treinador. Será impossível para ele, por mais boa vontade que se tenha, dar total atenção para as duas ou três pessoas da mesma forma, e com isso acaba por sacrificar a qualidade do serviço prestado. E olha que existe academia que utiliza o seguinte slogam: “seu corpo é levado a sério”.

É uma pena que existam alguns treinadores que ao notarem possíveis clientes interessados em seus serviços, o vejam como cifrões de 50, 60, 80 reais ou mais a hora aula. Isso não deveria acontecer, pois as pessoas não são números, são cidadãos com problemas, sentimentos, e sonhos a serem realizados.      

Vou mencionar aqui alguns pontos que acredito serem relevantes para os alunos que desejam ter um treinador particular.

Para as garotas, não contrate um treinador apenas pelo seu rostinho bonito ou porque é grande (sarado), pois o conhecimento não se mede pelo tamanho dos músculos, apesar de que vejo ser importante estar em boa forma física. No caso dos rapazes, se for à treinadora, não repare só naqueles atributos que fazem virar as suas cabeças, sempre que passam por vocês. Verifique o seu potencial e peça uma aula experimental. Pergunte aos colegas sobre ele, ou ela, e observe a sua postura como professor em sala. Veja se possui um registro no CREF (Conselho Regional de Educação Física) e veja também se ele possui formação acadêmica.

Procure saber se o seu futuro treinador tem conhecimento básico sobre nutrição, e se eventualmente participa de cursos, palestras, e eventos relacionados na área. Também penso ser importante ver quantas “horas de voo” o seu treinador tem. Quero dizer: quantos anos de treino ele possui, e se ainda treina, pois é imprescindível que ele tenha experiência. Quando o treinador prescreve um programa de treino, ele deve ter sentido na própria pele, antes de mostrar tais métodos aos seus alunos, tal como a sua vital importância da vivência motora dos exercícios em si.

Acredito que um bom Personal, antes de iniciar sua aula, deva conversar com o seu cliente e perguntar a ele, quais são os seus objetivos, se possui algum problema, seja de ordem articular ou algum outro. Um bom Personal, deve ter prudência, cautela na condução de cada sessão de treino a ser realizada! Um bom Personal, deve procurar sempre estar variando os treinos dos seus clientes, afim de não promover uma adaptabilidade muscular, e com isso, não tornar as sessões de treinos repetitivas chatas e cansativas. Ao variar, estará estimulando os grupos musculares de muitas formas diferentes, e isso irá auxiliar a promover os resultados de maneira contínua.

Ter um Personal ao seu lado pode ser muito interessante e prazeroso. Uma vez que ele irá corrigir os movimentos para que eles sejam executados de maneira certa e segura, prevenindo as chances de lesões. Bem como disponibilizará um horário só para você, e maximizará os treinos para alcançarem os seus objetivos, sejam eles estéticos ou não, exemplo: proporcionar a perda do excesso da gordura corporal, ou aumento da massa muscular, e também melhorar o condicionamento físico de uma forma geral, de um modo mais rápido e eficiente. Promoverá uma melhora na postura corporal, e na sua qualidade de vida. Construirá um programa de treino especifico, direcionado para as suas necessidades, respeitando o seu biótipo físico. Irá oferecer a motivação psicológica adequada especialmente em dias que você estará mais desanimado, criando uma atmosfera descontraída, e causando uma melhor higiene mental, que é fundamental para os estressantes dias de hoje! 

Contudo, devo dizer que, antes de qualquer atividade física, recomendo que seja feita uma boa avaliação. E estando tudo em ordem, vá em frente. Dê inicio aos seus treinos.

Para concluir, quero dar um último conselho para você aluno, que deseja alcançar os seus objetivos, sejam eles quais forem: Lembre-se, de ter em mente, que para alcançar os resultados, é necessário manter disciplina. Não só nas sessões de treino, como também fora da academia com a sua dieta. Pois de nada adiantará ter dado duro nos treinos e depois sair por ai comendo um monte de tranqueiras. Procure descansar o melhor possível. Afinal o descanso, é um fator importantíssimo para a reestruturação dos seus grupos musculares. Caso você não faça isso, não venha depois choramingar pelos quatro cantos, e colocar a culpa do seu insucesso no seu seu Personal Trainer!  

Boa sorte a todos e “hasta la vista baby”.

Dário Rubens Ferreira.







terça-feira, 7 de setembro de 2010

A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 2


 Está mais do que na hora de os campeonatos serem mais bem organizados. Várias e várias vezes eu estive presente em diversas competições e vi os atletas entrarem no palco e esperarem por sua música para iniciar suas apresentações e cadê a música? Simplesmente sumiu, e o atleta faz as poses sem música, ou usa uma outra qualquer, e com isso acabam prejudicados, pois não utilizam a música, ensaiada preparada dias e dias antes, para sua apresentação individual. Ou seja, o atleta não é apoiado e respeitado e assim não tem condições de apresentar o melhor do seu trabalho. Como pode? Em plena era do MP3 do “Blue ray” acontecer uma coisa dessas? Isso não deveria ocorrer jamais.

Outro ponto importante é a iluminação na hora das apresentações. Sem uma boa luz não se vê os competidores direito, ou seja, o palco muitas vezes acaba sendo iluminado apenas em um ponto, ou mais na frente ou atrás, de modo que se o atleta vai pra frente ele fica na luz e se vai pra traz fica no escuro e desaparece. O público acaba não vendo direito os detalhes dos competidores, e pior, talvez até nem mesmo os árbitros a bem da verdade conseguem ver. O palco todo deve estar sempre bem iluminado para que os atletas mostrem todo o seu potencial.

Bem, sobre os apresentadores... alguns deles, em dado momento, acabam por lançarem ao público, por conta própria, brindes, como camisetas, bonés e outras coisas. Acho que lugar de apresentador é atrás da bancada chamando as categorias e posteriormente anunciando os campeões. Eu nunca vi os apresentadores do Mr. Olympia ficarem jogando brindes para o público. Penso que seria bacana tentar seguir o exemplo dos profissionais, porque eles fazem os eventos bem feitos. Mas... alguém vai dizer: “Nós aqui somos amadores e não temos recursos como eles têm.” Ok concordo com isso, mas todos sabemos que sempre da para fazer melhor.

Os eventos poderiam e deveriam ser realizados de maneira que não apenas o publico que curte a musculação e os fisiculturistas fossem prestigiados. E sim o público em geral. E com isso poderiam surgir quem sabe, até novos interessados em patrocinar os atletas, os campeonatos. E desta forma o esporte seria mais bem visto pela sociedade.

Infelizmente é do nosso conhecimento que alguns competidores ainda desrespeitam os lugares que são oferecidos para os eventos, e colocam as suas mãos sujas de “pro tan” nas paredes brancas. E isto não é nada bom para a imagem do fisiculturismo, ou seja, mancha o esporte. Especialmente para quem cede, empresta estes espaços, que na verdade devem ser muito bem preservados, para que todos os campeonatos sempre tenham lugares de qualidade para serem realizados. E se contarmos com lugares de qualidade nas apresentações, o nível do espetáculo será cada vez melhor.

Entretanto, sobre as federações, entendo que poderia haver sistemática de eleições. Como qualquer outro meio, universidades, cidades, estados países. Credos religiosos. Até os papas são eleitos...! Uma eleição de tempos em tempos seria muito bem vinda, para trazer novas pessoas, com novas idéias. Uma eleição onde seriam escolhidos novos visionários. Homens capazes de contribuir ainda mais para o crescimento do nosso esporte.

Aqui na realidade, aqui no presente, em 2010, idealizo um futuro de reconhecimento aos atletas e ao fisiculturismo brasileiro. Espero que daqui a 5, 10 ou 20 anos, em 2030 eu possa ver os atletas serem mais respeitados e admirados pela nossa sociedade pelos patrocinadores e também pelas outras modalidades de esporte. E sonho que no futuro os atletas possam viver do esporte.

Despeço-me de vocês com um forte abraço, e até a próxima.

Dário Rubens Ferreira A SOCIEDADE, O FISICULTURISMO E SEUS CAMPEONATOS PARTE 2