Uma palestra traumática
E novamente o Dr. Paulo Muzy, falou
sobre doenças
articulares, lesões e doping. Terá sido por falta de assunto?
Um dia
antes da palestra, comentei com meu amigo, também treinador: “Será que o Paulo
Muzy vai se repetir uma vez mais?” Será que novamente ele vai chover no molhado
e vai voltar a falar de plasticidade metabólica, (síndrome da pedrada)? E será
que novamente o bendito vai mostrar monótonas fotos das cirurgias, entre outras
mesmices que já tínhamos visto anteriormente nas suas palestras?
Para minha
surpresa, e surpresa das pessoas que já tinham visto o Paulo Muzy em outras
oportunidades, ele repetiu a mesma palestra. Começou a falar de Plasticidade
metabólica, lesões, entre vários assuntos, de maneira acelerada, e superficial.
Mais adiante,
repetiram-se às mais do que vistas fotos de cirurgias. Uma delas mostrava o
caso de um atleta com ruptura de tendão do peitoral. Ele, explicou que neste
caso era muito simples para resolver o problema, mas não deu muitos detalhes.
Muitos
queriam saber como é feito este tal procedimento cirúrgico, mas ele não disse.
Também não
explicou como é realizada a reabilitação de um atleta, para fazê-lo voltar a mesma
performance anterior a sua lesão. Como o caso de Kevin Levrone, fisiculturista
famoso dos anos 90. Após ter tido esta lesão, o procedimento cirúrgico o fez
voltar aos treinos com força total, completamente recuperado! Talvez eu
pergunte ao próprio Kevin Levrone. Talvez seja mais fácil ele me responder.
Ainda sobre isto, devo dizer que tenho certa noção de como é feita a tal
cirurgia. Mas, nada melhor do que ouvir a opinião de um profissional da área,
especialmente sendo um traumatologista.
Depois, em
outro momento, Paulo Muzy começou a exibir uma série de vídeos de pessoas
treinando, e se arrebentando em seus exercícios. Eram agachamentos, e lá se ia
embora um joelho. Outros vídeos, de pessoas fazendo exercício de supino, e a
barra caindo sobre o peito. Causando lesões no ombro também, entre muitos
outros. A maioria, por não estarem sendo auxiliados de maneira correta. Ou
também pelo excesso de peso utilizado.
Enquanto os
vídeos eram exibidos, muitos riam, especialmente o Paulo Muzy, que ia falando:
“olha esse!” “Olha agora, olha agora!” “E aquele então?” Parece que de um modo pessoal,
ele deleitava-se. Sentia certa satisfação com a mostra da desgraça inesperada
dos infelizes lesionados. Ridículo! Até porque acidentes podem ocorrer com
qualquer um de nós. Especialmente quando treinam com pesos. Por este motivo
acredito que o Paulo Muzy poderia ter mostrado um ou outro vídeo, e então
poderia ter explicado aos presentes, a forma correta de auxílio em certos
exercícios. Teria aproveitado seu tempo, e o nosso, de maneira bem melhor.
Agora uma
coisa, amigos e leitores. Vejam bem. Pegar ônibus, mais metro, e ainda por cima
enfrentar uma baita chuva, em uma manhã de sábado, para ver vídeos de gente se
arrebentando na academia, francamente! Acho totalmente desnecessário. Para ver
esses tipos de vídeos, eu poderia muito bem, ter ficado no conforto de minha
casa, e visto todos eles pelo youtube.
Mais tarde,
falou que não era necessário usar anabólicos para se obter resultados nos
treinos. Em outra hora disse: “uma pilulazinha tipo Oxandrolona, não seria má
ideia” Ou seja, parece ter caído em contradição. Além
disso, não entrou muito neste tema. Foi uma pena, já que este era um dos assuntos
que muitos gostariam de ter ouvido.
Com piadinhas
sem graças tentava compensar sua palestra frágil e subnutrida. É Paulo Muzy, eu
me lembro quando te vi pela primeira vez. No campeonato do Mr. Santos de 2008 quando
você ficou em segundo lugar. Aliás, pergunto: o que faltou para você vencer?
Foi à simetria, a qualidade?
Gostaria
que você me respondesse apenas uma única pergunta: Por que ao final de sua
palestra, você não abriu ao menos 5 minutinhos para perguntas da platéia? Falta
de tempo? Falta de embasamento para prováveis respostas difíceis de responder?
Ou porque provavelmente teria que responder com cara amarela: “é... é... não
sei não.” Tenho certeza de que muitos gostariam de tirar suas dúvidas. Será que
teria competência para tanto?
Vai aqui
uma dica para que suas futuras palestras sejam mais robustas, vigorosas, e mais
musculosas: PLANEJE MELHOR. E pense um pouco nos ouvintes. Aqueles mesmos que
saíram de muito longe para aprender com quem foi ensinar. E não ensinou. Mais
uma vez apenas se repetiu.
O Dr. Paulo
Muzy é: médico ortopedista, traumatologista, fisiologista e biomecânico do
exercício
Os outros palestrantes não
menos importantes, também abordaram seus temas.
A nutricionista Christine F.
M. Neves abordou temas sobre Aspectos nutricionais, e conduta no futebol
profissional, dieta, e suplementação.
Sua palestra foi muito boa,
especialmente para quem é da área do futebol, e também aos nutricionistas que
já desenvolvem trabalhos com jogadores.
Foi motivadora, pois, muitos
tiveram a oportunidade, de assimilarem informações importantes. Principalmente
por terem tido uma visão melhor de como são usados os suplementos pelos
jogadores, e quais suplementos. Assim como seu plano alimentar.
Ainda que eu não seja da
área do futebol, vejo que também é muito importante para o conhecimento de
todos. E contemplo também, como vem sendo realizado o trabalho desses
profissionais.
Christine F. M. Neves é
nutricionista do Corinthians futebol clube, e especialista em Fisiologia do
Exercício.
Marcelo Carvalho abordou
temas sobre nutrição e suplementação para praticantes de artes marciais.
Falou quais tipos de
suplementos os atletas de artes marciais usam e de qual forma. Bem como, o
planejamento de sua deita, especialmente visando uma luta. Sua palestra foi bem
focada neste tema. Imagino que assim como a turma do futebol, os lutadores e
praticantes das mais variadas artes marciais, com certeza devem ter tirado
bastante proveito de sua explanação.
Marcelo Carvalho é
nutricionista profissional de educação física, personal trainer, pós graduado
em nutrição esportiva, e vice-presidente da associação de nutricionistas do
Distrito Federal (Brasília-DF)
João Felipe Mota abordou
sobre o tema Aplicação da nutrigenômica no esporte.
Vocês por acaso já ouviram
falar de nutrigenômica? Não? Nem eu. Então vamos ver qual é a definição desta
curiosa palavra. Nutrigenômica é o estudo dos nutrientes. Permite avaliar a
estrutura da ação das substâncias biologicamente ativas, encontradas nos alimentos,
e seus
efeitos benéficos na saúde humana. Assim sendo, a nutrigenômica fornece meios
para prevenir e tratar o desenvolvimento de doenças por meio da alimentação.
Acredito ser bem interessante não acham? Tai algo importante a se prestar mais
atenção daqui para frente.
Entretanto penso que sua
aplicação no esporte deva ser bem específica, de modo que cada prospecto
alimentar tem que ser construído, com inteligência, pois cada indivíduo
responde de forma diferente em se tratando de uma dieta.
João Felipe Mota é: Dr.
Nutricionista, professor adjunto da universidade federal de Goiás, e também é
Doutor em fisiologia da nutrição e especialista em nutrição esportiva e
nutrigenômica.
Bem amigos e leitores,
acredito que esta série de palestras tenha atingido seu objetivo: levar
informações atuais sobre novos suplementos nutricionais, informar e atualizar
inúmeros dados sobre deitas. Aquelas que funcionam e outras que não funcionam.
Para mim foi um prato cheio. Estou bem nutrido.
Um forte abraço a todos, e
como diria o rei dos reis, Arnold Schwarzenegger: “Hasta La vista, baby”.
Dário Rubens Ferreira
Cara eu senti uma antipatia de sua parte com o Dr.Paulo Muzzy, não seria nada pessoal ou algum contratempo que já teve com ele ?. Desculpa a sinceridade, mas achei seu texto tolo e perda de tempo sua em querer denegrir a imagem de um ótimo profissional e médico.
ResponderExcluirCada um é cada um, mas te aconselho que perca seu tempo para fazer textos mais produtivos, e das próximas palestras que o Dr.Paulo Muzzy ministrar não apareça bombadinhoooo... Não vai fazer falta pra ele, já que vc só será mais um apenas.